
Os dias se passaram. 22 anos se passaram.
Quando sonhei um dia, que tudo seria diferente que tudo seria alegria, que seguiria em frente que razões não teria, ou mesmo nada seria E nada é, sigo sonhando inutilmente
Há coisas que não via, no passado, no presente o querer, o que queria, nem que eu tente na triste melodia, no sono ausente na lembrança tardia, no olhar reticente
a vida é assim, sem prumo, sem rumo sem um dia de sossego ou desalento na soma de tudo, na adição, no sumo me sobra um tanto de contentamento
e se não vejo mais a imagem persistente nem que seja colorindo a reminiscência eu não tenho aqui a pergunta suficiente nem o véu, nem mesmo a essência No fim, tudo memória adolescente.
São madrugadas insones São manhãs vindouras mal acordadas São lágrimas em silêncio São as músicas que preenchem a alma.
Aos 40, é difícil desapegar do menino. Ela é minha menina, minha garota. Hoje já se vão 9 anos. É a vida. Amo. Chico. Meu amor.
E meu pai que já foi. E minha mãe que é. E eu que sou mais que memórias de adolescente.
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Hugo at 00:05
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